05 dezembro 2010

John Lennon – Mito Eterno

Faz 30 anos que John Lennon foi assassinado. Foi para o céu um homem que estava além do seu tempo, vivia outro mundo e talvez tenha sido essa a causa da sua partida, quem sabe?

Lennon era mais que um músico, ele era um homem capaz de fazer os seus sonhos se tornarem reais e usava o dom da música como instrumento, ferramenta para tal.
Co-existiam com ele vários mitos da música como Joplin, Hendrix, Ozzy, os caras do Led Zeppelin, Pink Floyd, para não falar de inúmeros outros que faziam sucesso, ou seja, expoentes que se perderam, se mataram ou permaneceram como estátuas de cera como os integrantes dos Stones. Estes tinham lá o seu valor e comoviam multidões, mas não eram exemplo para ninguém e enquanto os Beatles eram Reis esses chegavam a príncipes, quando muito... mas sem tietagem, o assunto aqui é sério.
Interessante é ver e analisar os integrantes dos Beatles, coisa que a imprensa não faz de forma congruente, pois limitam-se a explorar o lado festivo da história na maioria das vezes. Harrison era um músico excepcional, mas vivia literalmente fora da realidade. Escreveu e musicou “Something” e olha, não precisava fazer mais nada, já estava de muitíssimo bom tamanho. Ringo, bem, era só Ringo e prefiro não entrar em detalhes, agora Paul era coração puro, aliás, é até hoje. Um cara acima da média no que é, no que representa e no trabalho musical que nos proporcionou.
Paul é um expoente máximo da música de todos os tempos sem sombra de dúvida e dono de composições memoráveis, daquelas que guardamos no coração. Um verdadeiro “Mito” eterno. E finalmente John... John era alma, simplesmente, alma. Um defensor de causas acima de tudo. Um pensador, um artista.
A personalidade de Lennon era incomum e sua forma de encarar as coisas um disparate para a época, e por isso foi preso, amado, odiado e assim. Alguns o perseguiam, não pelo que ele fazia, mas pelo que ele pensava, e isso é o que determina um homem de princípios e que sabe o que diz.
A música de Lennon era precisa, concisa, direta. Ele não se preocupava em agradar com acordes a esse ou aquele, fazia música para externar o que era sua alma e não estava nem um pouco preocupado se o esculhambavam por causa da Yoko ou seja lá porque mais.
Faz 30 anos que John partiu, ou melhor, partiram com ele. Um fã desesperado? Não sei. Ordens ocultas? Não sei. Acaso? Também não sei, mas uma coisa é certa, o que não sei mesmo é como seria Lennon hoje, aos 70 anos e convivendo com os conflitos do Iraque, do Afganistão, faixa de Gaza, Coréias, etc, etc, etc...
O espírito de John permanece vivo dentro de cada pessoa que foi capaz de entendê-lo na sua essência, no seu modo de ser, mesmo com seus erros e acertos, enfim.
Bem, para terminar esta crônica, um fato interessante... Um rapaz, filho de um conhecido, e que hoje tem 15 anos, diz ser John Lennon. O interessante é que quando ele disse isso pela primeira vez , ele tinha 8 anos e nunca tinha visto ou ouvido falar de John, e já fazia 15 anos que Lennon tinha partido.
Esse menino se veste com roupas “psicodélicas” (quem foi da época sabe o que digo), vive num outro mundo que não o nosso, toca todo e qualquer instrumento de forma perfeita e diz aos quatro ventos que ele é John Lennon... e isso naturalmente, sem forçar nada e sem querer aparecer.
Que coisa, não?

Renato Baptista

- “É uma falta de responsabilidade esperarmos que alguém faça as coisas por nós.” – John Lennon

- “Eu tenho o maior medo desse negócio de ser normal.” – John Lennon

- “A vida é o que lhe acontece, enquanto você está ocupado fazendo outros planos – John Lennon

- "Vivemos num mundo onde temos que nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada à luz do dia."- John Lennon

4 comentários:

Beatriz Prestes disse...

Às vezes tenho a impressão de que tudo o que tinha de maravilhoso, de inovador, de espetacular, de desafiador, de novo...aconteceu nos anos 60/70/ e 80...com suas "raspas de tacho", gritando que ainda podíamos sonhar, acreditar nas revoluções que acontecem na alma e extrapolam pelos sentidos da arte, da criação...
Fiquei emocionada com teu texto/homenagem...
Realmente John Lennon parece ser o porta voz de milhões...
Foi alguém que dizia o que habitava e ainda habita nossos corações ansiosos.
Teu texto traduz com excelência aquela "saudade não sei de que, não sei de que tempo", que parece às vezes nos consumir...
Simplesmente MARAVILHOSO!!!
Aplausos todos, sempre!

Beatriz Prestes

Ingrid disse...

Renato,
Texto soberbo.. e sou obrigada a concordar com a Beatriz.. a décadadas maravilhas!!..
beijo

Jorge Jansen disse...

Muito bacana a resenha. Eu sou até suspeito pra falar pois vira e mexe tô citado os 4 lá no meu blog.
Depois vc diz que a crônica não é sua praia...

izildinha disse...

Bem,descobri mais coisas sobre John Lennon te lendo,todos nós trabalhamos nossa vida,dentro dos nossos limites,somos imperfeitos,daí é que surgem as diferenças entre os seres,e as belezas destas,sendo que são as diferenças que se completam em harmonia,um mundo de perfeições seria triste e sem arte.
Já do garoto a que se refere,fico intrigada com isso,mas acredito sim na reencarnação,não comno uma religião castradora ,mas como filosofia da vida.
Somos grão de areia ainda diante dos mistérios guardados por Deus.
Um abraço!